O início da tempestade
Durante meses, acordava com o coração acelerado antes mesmo de abrir os olhos. A ansiedade havia se tornado minha companheira mais fiel — mais presente que qualquer amigo, mais insistente que qualquer compromisso.
Tentei resolver sozinho. Li livros, busquei técnicas, tentei ignorar. Mas quanto mais lutava com as minhas próprias forças, mais profundo eu afundava.
O ponto de virada
Foi numa noite de insônia, às três da madrugada, que finalmente entendi o que significava “render-se”. Não tinha mais argumentos, não tinha mais planos. Tudo o que me restava era um sussurro:
“Senhor, eu não consigo mais. Toma conta.”
E Ele tomou.
A transformação não foi instantânea
Não acordei curado no dia seguinte. A mudança foi gradual, como o amanhecer — tão sutil que só percebi quando olhei para trás. Comecei a substituir pensamentos ansiosos por versículos. Troquei a preocupação pela oração. Aos poucos, a paz foi ocupando os espaços que a ansiedade havia dominado.
“Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará.” — Salmos 37:5
O que aprendi
- Deus não espera que sejamos fortes — Ele espera que reconheçamos nossa fraqueza.
- A rendição não é derrota — É o primeiro passo para a verdadeira liberdade.
- A paz de Deus não depende das circunstâncias — Ela existe apesar delas.
- Buscar ajuda profissional também é fé — Deus age através de pessoas capacitadas.
Hoje, a ansiedade ainda bate à minha porta de vez em quando. Mas agora eu sei quem atende: não sou eu. É Aquele que prometeu estar comigo todos os dias.
“Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbem os seus corações, nem tenham medo.” — João 14:27